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INDOMÁVEL
Desta vez, desejo o inédito.
Não o retorno às rotas gastas, nem o eco dos tropeços antigos.
Quero o passo que inaugura um caminho,
a consciência que, em vez de pedir ao acaso,
se dobra e cria a transformação.
Que o novo não venha de fora, mas do gesto íntimo
de revisitar meus próprios abismos
e escolher atravessá-los com outra luz.
Anseio por um amor que não se feche em limites,
mas que se desenhe como matéria viva,
fluido indomável que não se contém em mãos,
um espaço onde o silêncio tem peso de eternidade
e o instante se dilata até tocar o infinito.
31 de Agosto de 2025
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